Selma Uamusse

Concerto de Selma Uamusse no Festival Vodafone Mexefest 2015, Casa do Alentejo, Lisboa - 28/11/2015.

Nascida em 1981 em Maputo, criada desde 1988 em Lisboa, emancipada pelos progenitores em 1997 para poder continuar a estudar e viver em Portugal, Selma Uamusse nunca perdeu a ligação a Moçambique. Tendo trabalhado em diversas áreas musicais nos últimos 13 anos, ao longo dos quais foi amadurecendo a paixão pela música e encarando-a enquanto carreira profissional, deixou o percurso profissional da Engenharia em prol de uma busca daquilo que é a sua identidade musical e, nessa busca, tem vindo a estabelecer um “encontro com o umbigo” deixando-se influenciar não apenas por aquilo que tem sido a formação académica e “de estrada” na área musical, mas também pelas raízes moçambicanas, em particular no que concerne ao lado rítmico, para concretizar então o primeiro trabalho discográfico em nome próprio, em Moçambique e com músicos moçambicanos.

Filha de uma historiadora e um engenheiro que sempre se interessaram por artes plásticas, poesia, dança, música e teatro, desde cedo demonstrou interesse pelo canto, tendo-se iniciado a sua aprendizagem aos três anos, em Maputo, na Escola de Música da Rádio de Moçambique, com o reconhecido e respeitado Professor Yana Munguambe. Já em Lisboa, foi aluna da escola de jazz do Hot Clube de Portugal, tendo vindo a desenvolver o gosto pelo jazz e pela fusão com a música espiritual, gospel e o neo-soul.

Selma Uamusse começou a cantar profissionalmente no ano 2000, num grupo gospel sob a direção de Carlos Ançã e do pianista Ruben Alves, participando pontualmente nos grupos de espirituais negros Kumbaya e African Voices, passando depois para a formação das 100 Vozes Gospel, sob a direção de Guy Destino. Em 2009, em colaboração com Leopoldo Timana e Anastácia Carvalho, fundou o coro Gospel FaithGospelChoir e, em 2011, com os mesmos, os Gospel Collective.

Tendo participado em diversos projetos e universos musicais desde então, Selma faz atualmente parte dos Gospel Collective (gospel), Wraygunn (rock, soul, blues), Movimento (portuguesa), Cacique 97 (afrobeat) e Funkoffandfly (funk). Criou ainda, em nome próprio, as formações Selma Uamusse NuLJazz Ensemble e o Tributo a Nina Simone.

Fazem ainda parte do universo musical de Selma Uamusse as múltiplas colaborações com outros músicos: Buraka Som Sistema, Xutos e Pontapés, Valete, Chullage, Quinteto Carlos Martins, Tiago Guillul, Jónatas Pires,The& Legendary& Tigerman, Carlos Barretto Lokomotiv, Sir Scratch, Bob da Rage, Nigga Poison, Rita Redshoes, Shout!, Sean Riley and The Slowriders, Luísa Sobral, Groove4tet e a cantora angolana Garda.

Em Março e Abril de 2012, Uamusse abraçou pela segunda vez o desafio de cantar numa peça de teatro, “O Fantasma do Chico Morto”, do produtor brasileiro Pedro Cardoso, dois anos depois de ter participado na peça “Intervalo para Dançar”, de Gustavo Vicente. Além disso, também fez uma residência de dois meses no conhecido espaço Ondajazz, em Lisboa, com diversos músicos conhecidos convidados e uma outra no clube B.Leza, na qual homenageou Miriam Makeba.

Em Maio de 2013, representou Moçambique no Festival da Conexão Lusófona.

SELMA UAMUSSE prepara-se para gravar a sua estreia em nome próprio, juntamente com o produtor e pianista argentino-brasileiro Pablo Lapidusas, que já colaborou com nomes como Marcelo D2, Edu Lobo, Bebel Gilberto, Hermeto Pascoal, entre outros.


By Luis Macedo
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