UHF

UHF no Festival Sol Da Caparica 2015.
Dia 1, 13 de Agosto.

Palavras dos UHF:
“Os UHF fundaram um movimento de renovação musical chamado rock português, onde a palavra/contexto foi primordial para nos situarmos como algo novo e diferente – a Lusofonia é um universo apetecível de mais de 200 milhões de pessoas: este Festival veio potenciar essa realidade. Por isso, como estamos na nossa Costa de Caparica, os UHF são peixe de alto-mar (daquele oceano) de volta a casa, esta margem sul onde nascemos e que nos vinca”, defende António Manuel Ribeiro. “As surpresas”, prossegue o vocalista de sempre dos UHF, “guardam-se ou perdem impacto. Estou-me a lembrar quando em 1980 aportámos à Costa e aí fundámos a nossa base até hoje. Canções foram escritas; tiveram lugar sessões fotográficas nas ruas da Caparica para capas de disco; gravámos vídeos na praia; namorámos, vivemos, casámos e até fugimos, para voltar sempre. O desenho que está a ser preparado para este concerto tem a ver com a digressão de 2015: “UHF – 300 Canções”. O resto será dito em palco”.

Verdadeiros Cavalos de Corrida do panorama rock nacional, os UHF têm estatuto de pioneiros por terem marcado presença na primeira hora da explosão do rock português, quando os anos 70 ainda não se tinham esgotado e a inspiração punk animava os primeiros passos de António Manuel Ribeiro e companheiros. O percurso que se fez nestas quase quatro décadas, no entanto, tem sido de constante trabalho, sempre próximo de um público que aos UHF reserva nada menos do que autêntica devoção.
A Minha Geração, de 2013, é o mais recente trabalho de originais dos UHF, mas a sua presença nos escaparates tem também passado por álbuns ao vivo, testemunhos privilegiados da força que sempre conseguiram ter em palco, como é o caso do recente Duas Noites em Dezembro. Já em 2015 viram uma compilação de raridades ser lançada com a revista Blitz. Marcos óbvios de uma carreira que é querida pelo público que gosta de manter uma proximidade extrema com a música do grupo de “Estou de Passagem” ou, para citar um êxito de combate mais recente, “Vernáculo (Para Um Homem Comum) “.

By Luis Macedo
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